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A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE BUCAL
Todo mundo sabe que a saúde bucal é importante.
Dentes saudáveis, hálito puro e um sorriso bonito
são desejos de qualquer pessoa e a própria mídia se utiliza disto como apelo para vender os mais
variados produtos.
Mas não é só isso. Não há saúde geral para o corpo sem
saúde bucal.
Para o corpo ter saúde é necessário que este obtenha
energia. Energia para funcionar, se desenvolver, crescer, mover, se defender, combatendo inimigos
que estão por toda a parte, até mesmo dentro do próprio corpo.
A fonte principal desta energia está na alimentação.
Olhar para uma fruta, uma verdura ou um legume, porém, não traz energia para o corpo. E também
não basta comer. É necessário mastigar, triturar, deglutir e digerir os alimentos.
A perda de um dente
O ato de mastigar é como uma linha de produção.
Cada um de nossos dentes, com suas formas tão
variadas e diferentes, têm funções específicas e distintas neste ato. Uns são responsáveis
por cortar em pedaços o alimento; outros são responsáveis por picar estes pedaços; e, por fim,
outros são responsáveis por moer tais pedaços até transformar todo o alimento em uma pasta,
saborosa e rica em energia.
A falta de um destes dentes ao "trabalho" leva,
fatalmente, à má formação do produto final ( bolo alimentar ), permitindo que parte do alimento
seja deglutido na forma de "pedaços", cujas porções internas não sofrerão a ação das enzimas
digestivas, sendo descartados pelo corpo com toda a sua riqueza energética desprezada, vitaminas
e sais minerais tão importantes para a vida.Acabamos de ver como a falta de um ou mais dentes
faz com que a sua saúde do corpo seja prejudicada. Mas tem mais!
A perda de um dente causa importantes alterações na boca.
A porção do osso na qual ele estava implantado é absorvida pelo organismo, uma vez que aquela não
terá mais a utilidade de suportar o dente. Os dentes vizinhos tentam invadir o seu espaço, inclinando-se
de forma irregular naquela direção. O dente antagonista, aquele que faz oclusão com este, tende a ocupar
também aquele espaço, saindo do alinhamento de seus companheiros, tornando-se mais "alto" e fazendo,
a partir de então, nossa boca "tropeçar" em seus movimentos naturais.
Estes dentes que acabamos de nos referir, que se inclinam
ou que se tornam desnivelados, acabam por receberem esforços maiores e em direções alteradas durante
a oclusão, a mastigação, ou mesmo durante movimentos fisiológicos normais da boca. Esta sobrecarga
pode levar à perda de mais um dente.
E assim o processo evolui, sendo o espaço formado pela
perda dentária cada vez maior e, portanto, cada vez mais dentes são envolvidos neste drama sem fim.
A boca e sua ligação direta com o organismo
A boca espelha muito do indivíduo e sua situação de saúde geral.
Muitas doenças do corpo tem manifestações na boca,
podendo ser importantes sinais de diagnóstico para problemas de saúde geral.
Por outro lado, muitos problemas bucais podem gerar
problemas ao resto do corpo. Dores de cabeça, febre, dores nas costas, entre outros, podem ter
suas causas em problemas bucais.
Da mesma forma, todas as infecções bucais são levadas
para o resto do organismo, tanto pela via digestiva, sendo "engolidas", quanto pela via circulatória.
Esta mais séria e perigosa. Assim as infecções bucais são disseminadas pelo organismo, afetando outros
orgãos e minando a resistência e a saúde do corpo.
As doenças bucais mais frequentes são a cárie e a doença
periodontal. Mas existem outras que merecem nossa atenção, como o câncer bucal. A manutenção de um
acompanhamento clínico permanente com um dentista, a cada seis meses, previne tais doenças e viabiliza
tratamento para todas elas.
A cárie dentária
A cárie é uma doença.
Como qualquer infecção, a cárie pode evoluir,
se alastrar, dizimar dentes de forma rápida, aguda, ou lentamente, de forma crônica e cruel.
Silenciosa.
A cárie que evolui rapidamente gera dor nos dentes
que não tiveram seus canais tratados. Observada a dor, normalmente o paciente corre para o
dentista e o problema será resolvido.
A cárie de evolução crônica é mais perigosa. Os
pacientes que não buscam fazer acompanhamento preventivo de seis em seis meses com o dentista,
podem ser surpreendidos pela destruição completa de um dente sem que tenha havido dor, mesmo
que o canal daquele tenha sido envolvido pela cárie, necessitando, agora, de tratamento de
canal e, muitas vezes, núcleos e coroas para a reconstrução do dente.
Quando diagnosticada em seus estados iniciais, a
cárie é facilmente tratada pelo dentista em apenas uma sessão, com ou sem anestesia, a critério
do profissional e do paciente.
A doença Periodontal
De uma pequena inflamação gengival, que pode ser
notada por um tímido sangramento localizado em alguma região da boca, ao se passar o fio dental
ou mesmo durante a escovação, até grandes processos dolorosos, mutiladores quanto à perdas
ósseas e dentárias, a doença gengival está presente na boca de grande maioria das pessoas,
principalmente na fase adulta.
Muitas são as suas causas. Do estresse à má higienização
bucal, passando pelo fumo, pelas drogas, por dentes tortos ou mal posicionados, cáries, e até a gravidez.
Da mesma forma que a cárie, sua evolução pode ser lenta
ou rápida.
Quando não tratada, a doença periodontal pode levar à perda
óssea e a consequente perda de dentes. É uma das principais causas do indisfarçável mal hálito.
Seu tratamento pode ser simples. Normalmente, porém, é
complexo por envolver mudança de hábitos e posturas do paciente, levando à necessidade de acompanhamento
permanente do profissional.
SUGESTÃO:
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